terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Um grito.

Quanto tempo.... quanta saudade acumulada... depois posto com mais calma e tempo! Por enquanto deixo o belíssimo fragmento da poesia de Eduardo Alves da Costa, como um protesto silencioso... Bsitos, já da terra do sol!
 
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.