Quanto tempo.... quanta saudade acumulada... depois posto com mais calma e tempo! Por enquanto deixo o belíssimo fragmento da poesia de Eduardo Alves da Costa, como um protesto silencioso... Bsitos, já da terra do sol!
Na
primeira noite eles se aproximam
e
roubam uma flor
do
nosso jardim.
E
não dizemos nada.
Na
Segunda noite, já não se escondem:
pisam
as flores,
matam
nosso cão,
e
não dizemos nada.
Até
que um dia,
o
mais frágil deles
entra
sozinho em nossa casa,
rouba-nos
a luz, e,
conhecendo
nosso medo,
arranca-nos
a voz da garganta.
E
já não podemos dizer nada.